21 de Nov de 2009

Música contemporânea

Com alguns dias de atraso (forma de vos fazer recuperar a sanidade mental), cá vai o texto que vos fala da guerra infantil entre o passado e o presente.
Devo começar por algo que me aflige realmente e que despoletou toda esta minha reflexão de velha do Restelo: a Leopoldina.
Ponham a mão no ar aqueles que se lembram da Leopoldina avestruz. Aquele animal com uma grande anca, amigável e que entrava pelas nossas televisões em todas as épocas de Natal. Ora, para os que levantaram a mão, tenho uma terrível notícia: a Leopoldina deixou de existir para ser substituída pela Lara Croft, versão adoentada e "infantil". A gorda, que nos acompanhava e enchia de alegria esta época, comprou um corpete preto, super justo, fez uma operação plástica (é preciso dizer a quê?), trocou as asas por mãos e, coisa que ainda não tinha reparado, tem também um magnífico par de botas.
Eu entendo, senhores do Continente, que os tempos mudam e que é preciso inovar, para que a malta mais jovem, continue a eleger o hipermercado para as suas compras materialistas do Natal. Mas, devo deixar aqui escrito, que fica um aperto no peito, a todos os que deixam agora, subitamente, de se sentir crianças quando constatam que já não existe a "Lipolina", com garras em vez de pés, com um corpo decente de avestruz e com asas protectoras que, aparecia, de quando em vez, no hipermercado, a cumprimentar todos os que o desejavam.
Acabado este pensamento, continuei a lembrar-me de tudo o que, marcando a minha infância, desapareceu, sem se perceber quando, das infâncias "modernas".
Reparei aqui há dias que todos os filmes da Disney sempre foram musicais. Do início ao fim do filme, personagens cantavam e, se possível fosse, dançavam. Por isso é que surgem, numa conversa sobre filmes de animação, clássicos como "Eu mal posso esperar para ser rei", "Um mundo ideal", "Quantas cores o vento tem", "Sou teu amigo sim" ou até "Vais lutar".
Hoje em dia, as músicas usadas, servem de música de fundo, de cenário que, apesar de nos cativar, não nos fica no ouvido e invade a memória. Quem é que sabe a música da Christina Aguilera "Car Wash" do filme O Gang dos Tubarões. Quem se lembra do "Life is a highway" dos Rascal Flatts que entra no filme Carros? Que miúdo é que vai saber estas músicas de cor hoje em dia?
Por fim, e para resumir em três pontos o que me tem enchido a cabeça, escrevo agora sobre séries animadas.
Alguém já se dignou a pensar na mensagem distorcida da série Noddy, que mexe multidões de pequenada? Na maior parte dos episódios o Noddy (personagem principal e herói da acção) com o seu giso irritante, está sempre envolvido e é prejudicado pelos duendes (são duentes, right?). O que acontece da mal aqui é que quase sempre acontece a mesma reviravolta: o Noddy acaba por pagar na mesma moeda aos duendes mal-feitores. Que mensagem é que é dada aqui? Onde é que anda a velha frase da fábula "Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti"? Eu sei que a cegonha faz o mesmo à raposa mas aí é para dar o exemplo. O Noddy fica a rir energicamente (e maleficamente) e assim acaba mais uma história.
Que saudades teriam os "mais novos de agora" de séries educativas como Flinstones, Dart'cão, Hakuna Matata, Tom and Jerry, Pantera Cor-de-rosa, o Verdocas, Looney Tunes, Scooby Doo e de tantos outros, se apenas os conhecessem.
Enfim, que remédio temos senão recordar nostalgicamente tudo o que marcou a nossa infância, e esperar que os meninos de amanhã gostem também de algo nosso para que possamos dar uso a todas as memórias que guardámos.
Para finalizar, uma breve nota de "retorno à realidade":
Eu sei que os anos evoluem, que os meus pais se lembram da Heidi e que os meus avós se lembram de coisas que nem passavam em televisão nenhuma (talvez em rádios). Sei que este ciclo, estonteantemente rápido, é belo de se ver e que não podia existir um rumo diferente para que continuasse a haver progresso. Tudo avança, naturalmente, rápido, mas acho que falo por todos, quando digo: "Quem me dera que parasse por um só momento".

14 de Nov de 2009

Serenatas


Estava agora a navegar na minha nova diversão: o Facebook.
Encontrei, no mural de uma amiga, a imagem que vos apresento aqui.
Porque não celebrar algo realmente bom?
Esta entrada é dedicado à amizade.


Someone who changed your life - Ariane
Someone who's really tall - Pi
Your unbiological brother - Bernas
Someone who likes good music - Stee
The smartest person you know - Bea
Someone who talks alot - Catarina
An old friend - Cláudia
Someone you can always count on - Sara
Your unbiological sister - Mariana
Someone who will always make you lol - Barquinha
A life saver - Bruno
Someone who looks good in stripes - Marisa
A new friend - Maggy
Someone you miss - Andreia
Someone you can trust - Blanchet
A good friend - Maria do Mar
Someone you would travel arround the world with - Sara, Bruno, Bernas, Blanchet
Someone you're afraid of - Paula
Someone who has pretty eyes - Dinis
Someone who can make good food - Rafael

:) Gostei disto. Façam-no mentalmente.

12 de Nov de 2009

Maior

Quem não se lembra do Europeu de 2004?
Quem não vibrou com um Portugal-Inglaterra ou com os clássicos e incorrigíveis Portugal-Grécia?
Quem não sentiu uma falta de ar quando, chegados os 90 minutos da derradeira final, o ecrã do televisor continuava a mostrar um horrível 1-0?
Depois vieram um Mundial e um Europeu que a equipa das quinas não soube aproveitar para espalhar a alto e bom som a grandiosidade lusa no futebol.
O que me lembro de ouvir em todos estes campeonatos vibrantes de futebol são os hinos grandiosos da Galp: os "Quero mais" 's.
Hoje, quando vinha no autocarro, o Pedro Ribeiro estava a anunciar na Comercial o lançamento do novo hino da Galp. Sendo que este é só sobre o jogo com a Bósnia fico à espera do lançamento de um hino sobre o mundial em que, certamente, participaremos!
Por enquanto percorre-me um arrepio enquanto escuto, vezes sem conta, o velho espírito a ser renovado: http://www.queromais.pt/

5 de Nov de 2009

Dedelhadozito

Só para escrever, muito rapidamente que, com a confusão que tem sido esta semana pessoal e nacional/mundial, a minha atenção foca-se numa coisa muito (como direi?) estúpida!
Entre Filmes no Estoril, testes de FP e TC, encerramento para obras na linha azul, mini-teste de Cálculo, sudoku, laboratório de SD, casamentos homo a serem aprovados e, finalmente, os EMA's; aqui a Sofia decide escrever-vos sobre:
Pessoas estranhas (normais) viajar de manhãzinha para os seus locais de trabalho!
Hoje ia cheia de sono (para variar) no bus. Ia atrasada, cerca de meia hora, mas qual stress qual quê? Se não atirei o despertador ao chão por não ter tocado na hora certa, também não havia nada a fazer quanto ao atraso do momento...
Eis senão quando, olho pela janela, e venho um senhor que, muito seriamente, conduzia para o seu trabalho. E, quando assim é, ponho-me a jogar a um jogo o qual passo a chamar :
"O QUE RAIO É QUE ELES ESTÃO A FAZER?"

- Uma senhora que ia a falar ao telemóvel, em alta voz, mas que conduzia só com uma mão, segurando, com a outra, o telemóvel. (Será que a alta voz foi feita para isto?)
- Um senhor que ia com phones postos (aposto que a ouvir música clássica, ou um rock muito pesado), com uma miúda debruçada sobre os bancos da frente que ia a tirar dúvidas de um caderno à mulher que ia ao lado dele. (Coitado do homem)
- Uma senhora que ia a cantar que nem uma maluca! (bater no volante fazendo-o passar por um tambor: checked)
E, depois de três observações, adormeci. Desculpem não haver material interessante. Pensem vocês no que raio estão vocês a fazer HOJE com as vossas vidas: foi com isso que sonhei por 15 minutos.

1 de Nov de 2009

Pregos


Os mais esfomeados olharão para o título e pensarão num belo naco de carne frito, dentro de um papo-seco, acompanhado de uma mini! Mas meus amigos, não se trata de tais pregos! Se ainda não repararam, eu dou-vos um empurrãozinho: todos os títulos deste blog têm algo relacionado com música. Que outra forma teria eu de vos falar dos pontapés na gramática mais irritantes, e que me atormentam a cabeça todos os dias, senão igualá-los aos belos horríveis pregos musicais?

Para começar com a lista (bastante reduzida) do interminável rolo de porcaria que se diz por aí, podia ter começado o meu blog com:
"Um naco de carne frito, vá, uma sande acompanhado de uma min."
Este é dos mais popularuchos entre os respeitáveis senhores que mandam os piropos bonitos enquanto estão a trabalhar e, depois de um dia tão produtivo, se reúnem no "Café do Manel" para beber umas jolas e mirar umas garinhas.

E eis senão quando, depois de uma bela jola ou de duas ou três minS, surge uma vontade tão súbita de ir à casa de banho que, os queridos trabalhadores, não deixam de partilhar com todos os presentes no café:
"Tou à rasca p'ra ir mejare."
Quando escrevo mentalmente é assim que surge. Na verdade, tirando o verbo "tar" (que é na verdade dito por tão ilustres oradores), a frase estaria correcta oralmente falando. Ou seja, retirando o tom labrego e imaginando um senhor de fato e gravata a dizê-la, a frase "Tou à rasca para ir mijar" seria como que correcta. Mas, meus amigos, parou aqui de aclamar tal frase a alto e bom som!! Se a quiserem dizer com todo o vosso ser então gritem-na para as vossas entranhas porque ninguém as quer ouvir!

Mas após isso segue-se um:
"Oh Manel, hádes pôr uns rolos de papel na casa de banho."
Uma aula de história. Hades é o Deus grego do submundo. Não tem nada que ser igualado ao verbo haver. Esclarecidos?

Como se isso não bastasse segue-se um:
"Prontos, já lá pus uns quaiqueres."
Será que as pessoas não ouvem o que dizem? (e sim escreve-se "ouvem" e não "houvem" (mais uma vez coitadinho do verbo haver)). "Está pronto" é correcto. "Estamos prontos" é correcto. "Prontos" para identificar uma coisas que está feita está errado meus caros. E "quaiqueres" não existe no dicionário da Língua Portuguesa. "Bué" existe, "quaisqueres" não existe! Espantoso? Uma novidade?

Para terminar, depois da tarde passada no célebre café, o indivíduo que seguimos "amanda" (ai que horror) a seguinte frase:
"Vou para casa que o comer está na mesa."
Mais uma vez uma frase que assasina um verbo. Largando o verbo "haver" o assasino quer, desta vez, esfaquear o verbo "comer". Como é que um prato pode ser um verbo? Como é que um objecto pode ser um verbo? Resumindo: "... a comida está na mesa" tudo bem, "... o comer está na mesa" tudo mal.

Quando chega a casa surge o Joãozinho (têm de ser sempre "Joãozinho") que, sorrindo para o pai diz:
"Olá Pai! Vê só como apertei este téni."
téNIS! TÉNIS! Ou até tenis ou tennis mas, por amor de quem vocês quiserem, leva um S no fim!!!
Esta juventude está perdida. E a culpa não é dos pais nem nos filhos, é de "ambos os dois"! XD